Defesa energética básica – parte 1: ATERRAMENTO

Nossa primeira linha de defesa energética, tanto para nosso dia a dia quanto para cada uma de nossas atividades mágicas, reside nas técnicas básicas de aterramento (grounding), centramento (centering) e escudo (shielding).

**Dei um workshop prático com esse tema ao final de 2013, em São Paulo, e vou apresentar aqui, em três posts, um resumo do que trabalhamos no encontro.

Aqui a palavra “básica” é usada no sentido mais de “fundamental” do que de nível de complexidade, já que as técnicas e visualizações vão se tornando mais e mais eficazes a medida que o praticante têm mais experiência e habilidade mágica.

Independente de praticarmos artes mágicas ou não, todos temos momentos na vida em que precisamos de foco e concentração: uma entrevista de emprego, uma apresentação importante, prestando um concurso ou exame, ou uma conversa séria sobre algum assunto delicado. Se prestarmos atenção, cada um tem seus métodos e pequenos rituais – às vezes aliados a preces e objetos de sorte – de se preparar para esses momentos, para atingir essa concentração necessária, evitando que algo externo nos faça perder o rebolado.

Desde o primeiro momento em que somos apresentados às primeiras técnicas para a magia ou meditação, fica claro o quanto os instantes preparatórios fazem toda a diferença para a qualidade do trabalho ou da experiência que vem a seguir. Quem nunca ouviu uma sacerdotisa ou um facilitador pedindo para “fechar os olhos e respirar devagar e profundamente”? Essa é uma técnica de aterramento e centramento, pois nos ancora de volta no corpo, nos trazendo ao instante presente e acalmando a nossa energia, deixando de lado todas as vibrações mentais e caóticas que não têm lugar ali.

Essas técnicas são preparatórias para meditação, trabalhos de cura, leituras oraculares, trabalho com pêndulo, psicometria, rituais e feitiços. E também são muito úteis na nossa vida mundana, ótimas para utilizarmos quando estamos nos sentindo esquisitos em algum ambiente, quando estamos nervosos (alguém disse TPM?), em contato com muita gente estressada (fila de banco, ônibus lotado) ou como ajuda para manter concentração e foco antes de alguma atividade que exija nossa melhor performance.

ATERRAMENTO – ÂNCORA- GROUNDINGP1000840 (480x640)

 É a ativação do nosso “fio terra”, para que nossos corpos físicos e energéticos se mantenham estabilizados durante nossas atividades e para ajudar a processarmos as vivências astrais, retornando ao nosso corpo físico com harmonia e liberando para a terra o excesso de correntes que podem inclusive ser nocivas para nosso sistema. Em alguns casos, também pode ser visto como um partilhar, uma oferenda desse “boost” extra de energia que passamos para o local onde estamos ou o planeta.

Quando envolvidos em trabalhos espirituais podemos sofrer uma série de desconfortos físicos ou energéticos, como tontura, cabeça pesada, ficar zonzo, aéreo, desorientado, confuso, sentindo certas partes do corpo mais pesadas do que as outras, sofrer alteração de temperatura, etc. Essas técnicas equilibram o corpo, fazendo com que a gente se sinta mais seguro, firme, alinhado e apoiado pelo universo.

Vivemos em um corpo físico em um mundo físico, isso é uma riqueza! Fazer um “aterramento” firma nossa presença no corpo e no momento presente, para que outros corpos sutis possam alçar voo sem correr riscos.

Esse sentimento de estabilidade vem da nossa conexão com a Terra e o chão. Se não estivermos aterrados, é fácil girar fora do eixo, entrando em processos de hiperatividade e perdendo quantidades imensas de energia além de permitir que vibrações ou entidades indesejadas façam uso da nossa falta de cuidado com nós mesmos.

O trabalho espiritual deve ter como objetivo que nos sintamos bem, caso estejamos nos sentindo mal, ou esquisitos, estamos vazando energia ou lidando com uma sobrecarga para a qual não estamos preparados.

 Algumas técnicas

 Conectar-se com o mundo tangível do corpo e da realidade concreta imediatamente faz esse “fio terra”.

  •  Respiração diafragmática
  • Respiração 4 X 4 (inspira, segura, expira, segura – cada um em quatro tempos)
  • Deitar de barriga na terra
  • Tocar o chão
  • Segurar alguma pedra na mão
  • Fazer tarefas bem mundanas como lavar louça, cortar grama, cozinhar, limpar a casa (muitos ritualistas sentem necessidade de fazer algo assim depois de facilitar um trabalho poderoso).
  • Segurar uma turmalina
  • Comer chocolate (olha que desculpa incrível para ter sempre um bombom na bolsa!).
  • Comer – nada como essa atividade prazerosa para nos jogar de volta ao corpo na hora.
  • Visualizar suas raízes penetrando e se firmando na terra, buscando energia estável do solo e passando para a terra energias confusas ou excessivas.

Exercício Corda Âncora

  1. Sente-se bem aprumado em uma cadeira, com os pés tocando o chão e a coluna reta.
  2. Respire devagar e profundamente. Respiração diafragmática.
  3. Feche os olhos e imagine uma bola de luz verde girando de uns 10 a 15 cm de diâmetro, no seu chakra cardíaco.
  4. Deixe que um tentáculo, um fio de luz, desça suavemente pelo seu corpo e passando para as profundezas da Terra até o centro do planeta, formando uma corda âncora para você.
  5. Permita que a ponta do fio se funda com o centro da Terra e se firme.
  6. Puxe um pouco dessa energia de volta até seu peito e enrole a energia, conectando-a ao seu quarto chakra – o cardíaco.  (ela vai fazer um tipo de “clique” quando se ajustar ali).
  7. Verifique se a corda está bem conectada ao chakra e que não haja nenhuma obstrução ou rompimento entre seu centro e o centro da Terra.
  8. Faça com que a energia da corda no seu peito se amplie para a largura dos ombros, ou até mais larga de estiver planejando limpar a aura.
  9. Dê permissão a seu corpo para se livrar de qualquer energia em excesso ou desnecessária através dessa corda. Mande para baixo, liberando na Terra e vendo essa energia ser absorvida ou transmutada no coração do planeta mãe.
  10. Lembre-se que de agora em diante, sua âncora vai continuar operando, ajustando seu corpo na frequência planetária e sempre permitindo que seu corpo libere energias desnecessárias ou em desacordo através da sua vontade.
  11. Quando terminar, toque com as mãos no chão ou em algum objeto sólido para se reconectar com a superfície e o seu corpo, inspire profundamente, então levante e alongue-se.

No próximo post, técnicas de centramento.

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