A religião do coração

“Forced prayers are nae devotion.”

 ~Scots proverb

 

Muitas vezes a religião é uma devoção forçada. Nos dizem o que fazer, como fazer e quando fazer. Esse tipo de imposição na verdade aprisiona a alma. Não importa em que ponto esteja nossa espiritualidade, precisamos cultuar de acordo com nossas necessidades e nossa natureza. Nos negarmos isso é uma traição com nossa alma. No entanto, esse não é um caminho fácil e pode se tornar bastante confuso. Podemos encontrar muitas pistas nas nossas tradições religiosas, mas elas podem se revelar as exatas mesmas tradições que acabamos por achar desestimulantes e sem vida. Qual é então o caminho certo?

Alguns optam pela convicção: um caminho espiritual com dogmas claramente definidos e formatos fundamentalistas de culto, à exclusão de todos os outros caminhos possíveis, e insistindo que existe apenas “uma verdade”.

Você pode ter reparado que muitos dos fatores que constituem a nossa religião do coração aparecem nos mais variados grupos espirituais. As nossas pistas mais importantes e experiências espirituais mais potentes podem não estar nas escrituras, mas sim na própria natureza.

O fato de que não existe um caminho “correto” e que nossa busca espiritual pode não ter um ponto de chegada específico são coisas difíceis para muitas pessoas aceitarem. Porém, em última análise, podemos apenas seguir nossos corações, o que nos conduzirá ao lar da nossa alma.

 

Qual é a religião do seu coração?

De que fatores ela é constituída?

 

Extraído do livro “The Celtic SpiritDaily Meditations for the Turning Year”, de Caitlin Matthews.

Tradução de Petrucia Finkler.