Abrindo seu potencial de visão

Semana que vem vou me reunir com apaixonados, aficionados, estudiosos, aprendizes e mestres de Tarot na 3a Confraria Brasileira de Tarot em São Paulo. Como parte do evento, vou dar este workshop totalmente prático. Venha sem medo. 

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“Um workshop 100% prático, onde você vai ampliar as possibilidades de relacionamento com as cartas e passar a usá-las como uma ferramenta para abrir sua visão e potencial intuitivo.”

Petrucia Finkler tem quase trinta anos de experiência em artes divinatórias, é praticante de bruxaria tradicional com linhagem europeia e norte-americana, é apaixonada por magia extática e não resiste a um bom ritual. Junto com Pietra di Chiaro Luna facilita uma roda mensal para mulheres em São Paulo.

Serviço:

3ª Confraria Brasileira de Tarot – 19 a 21 de julho, 2013

Workshop: Perdendo o medo das cartas

Sábado, 20 de julho
Das 15h30 às 17h.
Faces da Lua: Rua Colônia da Glória, 414 – Vila Mariana – São Paulo

O Louco e o salto dionisíaco

Para muitos, o primeiro Dionísio pode vir na forma do Louco. O arcano zero. O arcano sem número, o coringa do baralho, que pode ser colocado à frente do Mago, depois do Mundo ou onde quer que seja necessária uma entrega desavisada, uma rendição irresponsável.

Para responsabilidade temos vovô Cronos, para a justiça temos papai Zeus, e se existe o neto para a loucura, é porque ela também é imprescindível à experiência humana e merece um lugar no Olimpo, sapateie, esperneie e negue quem quiser.
Meu primeiro Dionísio foi O Louco. O tolo muito bem representado no baralho Thoth – resultado da união da mente mágica de um e dos traços mágicos da outra.

The Fool from the Thoth Tarot Deck by Aleister Corwley and Lady Frieda Harris

 

Naquele quadro virado em carta, o deus da primavera veste verde para exibir toda sua força criativa junto das uvas suculentas da colheita. Na cabeça, os chifres do fértil masculino selvagem; na mão direita o cálice do magnetismo da forma, e na esquerda a tocha ardente da eletricidade – ambos símbolos alquímicos, forças opostas que em seu encontro fornecem o requisito básico para o verdadeiro salto quântico acontecer.

 
A força telúrica e a exuberância deste Deus espiralam para fora num cordão umbilical que parte não de seu umbigo, que seria voltado para si e mesquinho para o mundo, mas de seu coração, a sexta sefira, a esfera do amor belo, que irradia para o mundo o que temos de melhor, abraçando tudo, redimindo tudo e fazendo a conexão do eu com a unidade do cosmos.
Mas, para entender e viver esse nível de insanidade sábia e potente, é preciso primeiro aceitar o convite de pular.

Lua e Estrela

Apesar de a lua já parecer plenamente cheia no céu desde ontem à noite, hoje é o dia oficial dela.  Este mês ainda teremos uma segunda lua cheia no último dia de agosto, a chamada Lua Azul.

Esta lua ainda por cima coincidiu com o festival de Imbolc no hemisfério sul e Lughnassad, no norte. Para nós, um tempo bem no meio do inverno, quando começamos a sentir uma tênue mudança na energia, um acordar da natureza rumo à primavera. Isso era sempre mais claro para mim no hemifério norte, quando em fevereiro eu via as primeiras plantinhas corajosas tentando brotar ainda junto com a neve. No lado sul,  onde quase tudo permanece verde (graças aos deuses!), é mais fácil percebermos as influências astrológicas e o aumento gradual das horas do dia.

Lua cheia em Aquário

Os egípcios sabiam que a ascensão da estrela Sirius coincidia com a esperada cheia do rio Nilo. O rio sempre transbordava durante o ciclo da lua cheia de Aquário. O símbolo do  zodíaco é um homem com um jarro d´água nas mãos, imagem que se assemelha ao hieróglifo que representava o Nilo: um homem andrógino (Hapy) derramando jarros de água.

Essa imagem também lembra muito o arcano XVII no Tarot, a Estrela.

Seria coincidência? A artista Julie Cuccia-Watts acha que não e por isso mesmo ilustrou a Estrela de seu Maat Tarot com Hapy, o deus do rio Nilo.

The Star from the Maat Tarot, by Julie Cuccia-Watts.

A interpretação tradicional da carta tem a ver com sincronicidade, quando tudo se encaixa no lugar certo; quando as coisas parecem fluir  melhor do que o esperado, como se um dedinho divino tocasse os eventos humanos.

Uma lua cheia sempre é boa para atrair público para eventos grandes e para enxergarmos situações com clareza, porém também há uma tendência a sermos mais emocionais e reativos em tudo, então fique atento para evitar situações de conflito.

A lua cheia em Aquário tende a exacerbar esse desejo de socializar e dá vontade de experimentar lugares novos, receitas novas, filmes alternativos, enfim, qualquer coisa que saia da rotina. É mais propícia para reunir amigos do que para encontros íntimos. Na hora de sair, evite depender de carona, pois há uma necessidade maior de liberdade e cada um fazer as coisas do seu jeito.

Com a criatividade e desejo de experimentar em alta, quem costuma ser muito rígido e controlado pode encontrar justamente a oportunidade de cometer uma pequena extravagância ou arriscar algo fora do comum.

No entanto, se olharmos pelos aspectos astrológicos essa lua traz um período de confusão em estradas e aeroportos com o aumento no volume de gente viajando (ainda por cima com Mercúrio ainda retrógrado), o clima se manifesta fora do padrão e aumenta o risco de chuvas fortes e enchentes em vários lugares do planeta, e debates e encontros políticos trazem resultados confusos – o que não é um bom presságio para o começo do julgamento do mensalão em Brasília. Para nossa sorte, o Sol faz um sêxtil com Júpiter  o que facilita interações sociais e deixa todo mundo mais positivo.

Quem sabe a Estrela está olhando por nós, after all.